-with no turning back-
16
Ago 11

(by zack henningsgaard)

Não sabia o que se estava a passar minimamente, uma enorme sensação de angústia tomou pose do meu corpo, e assim que se instalou nunca mais abalou. Estávamos os 3, ali na cozinha, e eis que a minha avó diz:

-Emma, este Alex é que é o teu namorado?

-É, si...sim, porquê? Alguém me diz o que se está a passar, deixem-se de drama, isto não é nenhuma telenovela, por favor? 

-Ele é teu primo.

Assim que ela acabou de proferir estas palavras olhando-me nos olhos, senti que o meu mundo caíra ao meus pés, finalmente tinha encontrado alguém com quem me sentia bem, alguém que não estivesse com quem não estava ''comprometida'', mas sim numa aventura, algo sem um ''sempre'' mas com um ''vamos aproveitar o máximo que pudermos e depois logo se vê'', finalmente estava a ter a relação que queria, a relação perfeita, e agora ele é meu primo? mas o que é isto? alguma partida? é que se é eu não estou a gostar minimamente...porque é que sempre que algo me corre bem, acaba depressa? a partir de hoje, vou aproveitar os momentos o máximo que consiga, visto que a alegria tem sempre um limite, estou disposta a aproveitá-la enquanto durar. Por isso, com o peso das minhas lágrimas a escorrerem-me pela cara, sorri.

-O Alex é meu primo, como assim? 

-Sim, ele é teu primo.

Não pude continuar ali, corri o mais depressa, continuava a correr sem saber onde o destino me levava, ou talvez lá bem no fundo no meu inconsciente até soubesse, estava no monte, o sol irradiava todo a vegetação, a casa, e a mim. Estava sentada no monte encostada à árvore onde tinha estado pela primeira vez com o Alex. É incrível as voltas que a vida dá. Primeiro namoro com um rapaz simpático, querido, e com quem passava óptimos tempos, e um dia deixei de lhe servir, e então arranjou outra nas minhas costas e ainda tentou voltar para mim fazendo-se passar por coitadinho, nunca tolerei traições, nem percebo porque existem, se uma pessoa já não se sente bem com a outra, acabe com ela, por mais que magoe é sempre melhor de que sentirmos que errámos em alguma coisa e que por isso fomos substituídas. Depois vim para o Alentejo morar com o meu pai e avó, tudo muito bem, conheci um rapaz, namoramos, e de alguma forma, sentia que este era ''o tal'', e agora sem mais nem menos a minha avó diz-me que é meu primo... não sei o que deva sentir ou fazer, apetece-me desaparecer do mundo, ou simplesmente ficar aqui ao sol, a derramar as lágrimas que caem pelo meu rosto. 

 Senti o meu telemóvel a vibrar no bolso dos calções pretos que tinha vestido enquanto eles estavam a ver uns vídeos nos comuptador.

-Olá Emmita, agora que estás aí já não ligas nenhuma ao teu maninho não é?

Não me apetecia falar com o meu irmão, não agora.

Fiquei por ali, deitada a chorar umas quantas horas, até que eram quase 19h e o sol estava a esconder-se por trás de outro monte, e uma leve brisa instalava-se.

Acabei por adormecer ali, agora que penso bem nisso, qual é a minha panca? Quando as coisas não me correm bem na vida tenho tendência para me ir refugiar no meio da natureza, talvez seja o ar puro que se respira, o som dos pássaros a cantarolar, ver o sol a saltitar de lugar em lugar a cada hora que passa...

-Emma...Emma... -soava uma voz familiar e meiga, fazendo-me uma festa na cara, conseguia reconhecer aquelas mãos em qualquer parte do mundo. Abri os olhos, esfregando-os, e piscando-os várias vezes, estavam secos, de ter estado a chorar, as minhas lágrimas tinham-se esgotado, fazendo com que os meus olhos secassem. O meu coração deu um enorme pulo e começou logo a palpitar mais, ele estava abaixado, a olhar para mim, deixei de estar deitada, e sentei-me em frente a ele, estava encostada à árvore, ele sentou-se na relva também e encostou-se á árvore também.

-Então...primo, é? -disse eu.

-Olha Emma há uma coisa que tens de saber. -disse ele logo antes de eu ter terminado a minha frase.

-Força...

-Eu sou teu primo, sim, mas em 3º grau. Primeiro que tudo deixa-me explicar eu não sabia que eras minha prima... nunca tinha ouvido falar de ti, sabes que na nossa família temos inúmeros primos...eu vi a tua avó num almoço de família já à alguns meses, mas eles nunca falaram muito de ti, ou se falaram eu não ouvi, por isso para mim, é como se nem sequer fosses minha prima, és uma pessoa completamente minha desconhecida, em termos de família, se é que me compreendes, e depois, a questão do 2º lugar... eu sou neto do irmão da tua avó. Ou seja que o meu avô e a tua avó são irmãos.

Sorri-lhe apenas, e encostei a minha cabeça sobre o seu peito, quente como habitual. 

-A partir de agora, vai ser tudo diferente... já não vamos continuar a ser os mesmos.

-Não digas isso.

-É verdade, e tu sabe-lo bem.

Ele ficou em silêncio.

-Mas olha, não é assim tão mau, há pior, imagina aquelas pessoas que têm acidentes e ficam deficientes ou coisas assim, nós somos apenas dois adolescentes apaixonados cujo destino ainda está por construir, não tínhamos combinado que ia ser uma relação sem compromissos? Vamos aproveitar enquanto dura. E para além do mais, não há nenhuma regra no mundo que diga que dois primos não podem namorar, se tiverem filhos há a probabilidade de serem deficientes ou incapacitados, mas ainda é muito cedo para pensarmos no futuro dessa maneira, não achas? -limpou-me uma lágrima que escorria novamente pelo olho direito. - Vá agora, sorri, e levanta-te que logo à noite temos uma festa á nossa espera.

Senti-me angustiada quando ele acabou de dizer aquilo, eu estava a ter uma relação sem compromissos, algo que sempre desejara, mas algo me dizia que estava destinada a ficar com o Alex.

 

 


publicado por Kate às 16:33

Boa tarde. Eu tenho vindo a acompanhar a sua história... e tenho que lhe dar os parabéns. A sua história é bem escrita, embora tenha muitos erros ortográficos. Este tipo de história, é escrito muitas vezes pelos jovens. Mas creio que a sua história destaca-se pela positiva. É uma história bem criada, e organizada. Eu como criticadora de livros, acho esta história muito interessante. Já vi um pouco de tudo, e deixe-me que lhe diga que esta história tem muita vida. Ou seja, não é uma típica história que todos veem e passados alguns dias, deixa de ter interesse. Boa sorte com esta história. Uma dica, quando acabar a história mande para várias editoras. Quem sabe se a sorte não lhe bate à porta.
Um resto de boa tarde, Bárbara Campos.
Bárbara a 16 de Agosto de 2011 às 19:30
 Olá Catarina, estou a gostar imenso do desenvolvimento da tua história.
 Acho que é interessante, tem romance com conta, peso e medida e tudo o que introduzes concede-lhe um pouco mais de magia.
 Vou escrever o 24º capítulo da minha história, espero que depois comentes, expressando a tua opinião. ^^
 Beijinhos, Maria.
Maria a 20 de Agosto de 2011 às 12:52
Estou a seguir a tua fic já há algum tempo, gosto muito mas tenta melhorar os teus erros, porque tens alguns, como a diferença entre há e à e ainda á.


Espero que continues :)


PS: passa pela minha história e comenta sff http://i-want-you-fiction.blogspot.com/ (http://i-want-you-fiction.blogspot.com/) muito obrigada :DD
Leonor a 28 de Agosto de 2011 às 19:26
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sinopse
Na adolescência há acontecimento que podem ficar marcados para sempre. Conseguimos possuir de um milhão de sentimentos em simultâneo, tão bem como pensamentos. With no turning back retrata a história de uma adolescente: Emma, que após ser trocada pelo namorado, e de uma noite marcante na sua vida, em conjunto de um repleto disparate, Emma é obrigada a ir viver com o seu pai e avó para o Alentejo, onde vai fazer amizades que jamais irá esquecer, e principalmente onde vai conhecer o rapaz dos seus sonhos... mas logo por azar, Emma descobre algo terrível, o que pode ser tomado como um risco ou não. Mas quando o amor é muito, e principalmente ''à primeira vista'' não há nada que faça parar o coração de uma adolescente.