-with no turning back-
20
Jul 11

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-Bom dia amor. -disse ele num tom meigo, enquanto passava a sua mão suave e quente pelo me rosto.

Acordei, e esfreguei os olhos, estava a ver um pouco embaciado, provavelmente por ter ficado acordada até tão tarde e ainda por cima no computador, mas whatever, estava feliz...

-Bom dia!-disse eu espreguiçando os braços, e ao baixá-los coloquei-os sobre os seus ombros e beijei-o. Aquele beijo significava mais do que os normais, era bastante mais intenso e forte, conseguia senti-lo na forma como me beijava.

-Estás bem ? -disse eu olhando-o nos olhos.

-Ah...-disse ele passando a mão pelo cabelo. -Sabes... -olhou para mim. -Sonhei que te perdia... é um bocado lamechas, não é?

-Oh...-disse eu abraçando-o. Não queria saber a forma de como ele me perdeu no sonho, nem o porquê, não ia deixar que isso estragasse aquela noite mágica. -Tu nunca! Mas nunca! Me vais perder Alex! És o único rapaz que quero na minha vida, e não me digam que é só uma paixoneta de adolescentes...porque...porque eu sei que não é! -sussurrei-lhe ao ouvido, enquanto passava os meus dedos por cada fio do seu cabelo.

-Nós não temos a certeza disso Emma, e se isto for mesmo um paixoneta da adolescência e que quando acabarmos o secundário cada um vai para seu lado?

-É mesmo isso que achas Alex?

-Oh... não, eu sei que te amo, e que nunca me irei esquecer de ti, mas será que isso quer dizer que é para a eternidade?

-Acho que o melhor é não pensarmos nisso, agora somos felizes juntos não é? Então logo quando chegarmos a essa altura conversamos, pode ser?-disse-lhe abraçando-o.

-Ok...

Entretanto enquanto a minha cabeça permanecia encostada ao seu peito e os seus braços rodeavam o meu corpo, ouvi uma porta a abrir. Era o meu pai? Porquê a esta hora? Já tinha passado uma semana? Já era sexta-feira?! O tempo ao lado do Alex passa mesmo a voar...

-Rápido Alex! Levanta-te! Esqueci-me completamente que hoje é o primeiro dia de trabalho do meu pai!

-O quê? É impossível, quem é que começa a trabalhar a uma sexta-feira? É ridículo...

-Pois é, mas pelos vistos, é a verdade...anda! -agarrei-lhe na mão e puxei-o até ao closet, sim, era arriscado o meu pai estava na casa de banho mesmo em frente mas era a minha única opção, lá ele não entrava... Entrámos e batemos com a porta e ficámos encostados a ela.

-Emma, és tu?

A porta tinha uma espécie de janela com vidro translúcido, ou seja, dava para perceber que estavam lá duas cabeças mas não a quem pertenciam. 

-Rápido, Alex, mete-te atrás do cadeirão.

Abri um bocadinho a porta.

-Olá pai! Precisas de alguma coisa?-disse eu com um sorriso completamente patético.

-Ah...Olá, não era só para saber se eras tu que já estavas levantada.

-É...bem eu vou-me vestir, adeus! -a parte do adeus disse-a a cantarolar.

Fechei a porta, enconstei-me a ela e deixei-me cair até ao chão.

-Ufa, esta foi por pouco!-disse ele.

-Podes crer. -disse gatinhando para junto dele.

-Que horas são? 

-6.50h.-respondeu-me ele.

-Tão cedo?

-Yup...

-Ah...bem vê o lado positivo ainda dá para irmos a tua casa buscar os livros.

-É. -respondeu ele.

-O meu pai está na casa de banho. Precisas de ir lá?

-Não, deixa estar.

Vestimo-nos e as 7.30h saímos de casa. Estavamos a chegar a casa dele quando me lembrei que não tinhamos tomado o pequeno almoço...

-Alex, ainda não tomámos o pequeno almoço!

-Ah pois é, comemos em minha casa. -disse ele com um super sorriso.

-Por mim tudo bem.

Entrámos e fomos direitos à cozinha.

-Olha olha quem eles são, os desaparecidos! Que vieram cá fazer?

-Comer! Podes preparar-nos o pequeno almoço enquanto eu vou buscar os livros?

-Claro. -respondeu a Marta.

-Até já amor. 

-Até já. -respondi.

-Ai tanto amor, ahaha, o que queres comer?

-Tens Corn Flakes?

-Sim.

-Então quero uma tigela, queres que seja eu a fazer?

-Não, deixa-te estar, fazes-me um favor? Pergunta ao Alex o que é que ele quer comer, ele esqueceu-se de dizer...

-Ah...ok, o quarto dele é...

-O da direita ao subires as escadas. -interroumpeu-me ela.

-Ok.

Subi as escadas, passando a mão pelo corrimão, a casa era tão bonita e incrivelmente cuidada...Já estava no andar de cima, a porta do seu quarto estava à minha frente e o meu coração palpitava, o porquê? Nem eu sei... quer dizer já tinha estado num quarto com ele, mas não no DELE!

Bati à porta.

-Entra.

Entrei e ele estava junto à janela a colocar os livros na mala. Virou-se rápidamente para mim.

-Ah és tu amor, pensava que era a Marta.

-Ah... ela disse-me para eu te perguntar o que querias comer.

-Pode ser corn flakes.

-Oh... 

-Oh ? O que é que tens amor? Está tudo bem ?-disse ele caminhando para junto de mim, eu tinha a cabeça enconstada à ombreira da porta.

-Hum ? Sim... eu disse ''oh'' porque eu também gosto de comer corn flakes.

-Ahaha, o amor é assim, bem vamos amor, ainda temos de comer, e... fazer umas coisas...-disse ele piscando-me o olho.

-Vamos.

Estávamos a descer as escadas e eu reparei que nenhum dos dois tinha dito o primeiro ''amo-te'' será que isso queria dizer que... não ia haver um amo-te? Ai, nem quero pensar nisso, nós gostamos muito um do outro por isso...

-Bem... mais um bocado e os cereais ficam em papas.

-Desculpa.-dissemos em coro.

Comemos e saímos de casa os 3 juntos. Eu e o Alex iamo abraçados. O dia na escola foi um dia normal, execpto em educação física, jogámos basquetebol, era a minha equipa contra a do Alex, e estavmos constantemente a provocar-nos, no bom sentido claro. Era a última aula do dia e por isso iamos logo para o monte a seguir, o que não nos apetecia nada. Caminhámos até ao balenários juntos.

-Para a próxima ganhamos nós!-disse ele.

-Só em sonhos.

-Estás a provocar-me é ?

-Eu? Não... tu é que tens que admitir que nós somos melhores que vocês.

-Aha, ok...pronto ganhas-te.

-GanhámoS! ahah.

-Queres mesmo provocar-me não é?

E nisto agarrou-me pela cintura e beijou-me à porta do balenário.

-Hey, meninos, menos! Ahah.-disse a Marta e uma amiga da nossa turma, a Rita.

Separámos o beijo, porque está bem que somos namorados, mas temos de respeitar os outros.

-Ok, ok.-disse o Alex a reponder-lhes. -Mais logo continuamos.-e piscou-me olho e cada um de nós foi para o respectivo balneário.

Quando saímos fomos até ao portão.

-Onde é que os meninos vão?

-Desculpe?-disse o Alex.

-São de que turma?-perguntou a continua.

-11º.

-Mas vocês não podem saber, vá vão lá para as aulas.

-Peço desculpa continua, mas nós não temos mais aulas agora.

-Têm sim, têm apoio de matemática.

Eu e o Alex virámo-nos de costas para a continua.

-Eu não tenho apoio.-diz ele.

-Mas eu tenho.

-E agora?

-Fugimos?

-Bora.

Voltámo-nos para a continua. O Alex já se estava a chegar  mais ao portão, mas eu puxei-o para junto de mim outra vez.

-Continua, olhe, aqueles meninos estão à luta!

Ela vira a cabeça.

-Onde?

-Rápido Alex!-disse eu.

E começámos a correr que nem malucos enquanto a continua olhava para nós. Assim que saímos da área em que ela nos pudesse ver, começámos a caminhar. 

 Fomos o caminho todo calados, e enquanto o silêncio acentava sobre as nossas bocas, os nossos olhos cruzavam-se inumeras vezes.

Chegámos ao monte...e mandámo-nos os dois para o chão , de mão dadas.

-E agora, o que fazemos ali dentro?-perguntou ele no meio de uma respiração ofegante.

-Não sei... olha, os móveis ainda estão todos cá fora, podiamos limpar melhor tipo com panos e esfregona e tudo e da próxima começamos a pintar.

-Ok.

Limpámos tudo melhor e depois ele levou-me a casa.

-Acho que vou criar um blog.

-Um blog?-disse ele.

-Sim...

-Para?

-Não sei, escrever o que me apetecer...

-Ok. -disse ele dando-me um beijo na testa.

-Até amanhã, maluca.

-Até amanhã, parvo!

Ambos rimos...e cada um foi para sua casa.

publicado por Kate às 14:36
capítulo dez postado :)
agnes hope a 21 de Julho de 2011 às 00:36

Que queridos. *-*
Maria a 21 de Julho de 2011 às 15:42
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sinopse
Na adolescência há acontecimento que podem ficar marcados para sempre. Conseguimos possuir de um milhão de sentimentos em simultâneo, tão bem como pensamentos. With no turning back retrata a história de uma adolescente: Emma, que após ser trocada pelo namorado, e de uma noite marcante na sua vida, em conjunto de um repleto disparate, Emma é obrigada a ir viver com o seu pai e avó para o Alentejo, onde vai fazer amizades que jamais irá esquecer, e principalmente onde vai conhecer o rapaz dos seus sonhos... mas logo por azar, Emma descobre algo terrível, o que pode ser tomado como um risco ou não. Mas quando o amor é muito, e principalmente ''à primeira vista'' não há nada que faça parar o coração de uma adolescente.