-with no turning back-
28
Jun 11

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Cinza Ardósia, a cor que escolhi para as paredes, algumas pessoas podem vir a pensar que foi uma escolha errada por ser um pouco escura e etc, mas eu acho que vai ficar perfeito, depois posso combinar com objectos mais claros na decoração para o quarto não ficar muito ''pesado''.

 Assim sendo esta manhã quando acordei tomei um duche, vesti uma blusa branca simples, com umas calças de ganga pretas e vesti um casaco de pêlo de leopardo, nem sei como é que o consegui ter, mas a minha tia da parte do pai, ao que parece tem muito dinheiro lá dos negócios dela, então no inverno em que a mãe, o André e eu fomos passar à Dinamarca, ela ofereceu-me o casaco. Fiquei tão contente que agora sempre que chega ao inverno não resisto em usá-lo. Não para dar nas vistas ou assim, mas porque é realmente quente e muito giro.

Desci as escadas e reparei que a avó tinha acendido a lareira, que bom, estava um clima tão quente naquela sala, e o cheiro a torradas que a minha avó prepara sempre de manhã era ainda melhor.

 O pai estava sentado no cadeirão em frente à tv, como era costume, outra das coisas de que me recordava, e avó estava ao pé da bancada a barrar o pão com manteiga.

-Bom dia!-gritei ao sair das escadas.

-Bom dia.-disse o meu pai meio ensonado e sem desviar os olhos da televisão.

-Então a minha menina já está de pé?-disse a avó.

-Sim. Combinei com o pai irmos hoje à loja do Sr.Manuel buscar a tinta e ir escolher os móveis e objectos de decoração.

-Ah acho muito bem, venham para a mesa, as torradas já estão prontas.

-Boa!-disse eu com entusiasmo.

O pai não disse nada e caminhou para a mesa.

-O que vão beber?

-Leite com chocolate, o mesmo de sempre.

-Eu quero uma chávena de chá verde, está no frigorifico, fi-lo ontem.

-E é para aquecer?

-Não, não, agora está na moda beber chá frio, e confesso que é bastante agradável.-disse o pai.

-Ai meu deus, as coisas que estes jovens inventam.

-É verdade avó.

Comemos, lavámos os dentes e saímos de casa, primeiro fomos à tal loja de tintas, trouxe a Cinza Ardósia como queria. Metemos a tinta no carro e fomos à loja de decoração, assim que entrámos uma senhora que estava atrás do balcão dirigiu-se a mim e disse:

-Ai menina, adoro o seu casaco!-e sorriu.

-Obrigada.-disse eu e sorri também.

-Em que lhes posso ser útil ?

-Eu vim à procura de móveis para o meu quarto, de preferência brancos, práticos e com linhas direitas.

-Excelente, temos um conjunto que engloba a cama, roupeiro, secretária e duas mesas de cabeceira.

-Parece-me bem, excepto o roupeiro. Dê-me um segundo por favor.

-Claro.-disse a senhora.

-Pai! Eu pensei em fazer um closet no quarto do André, visto que ele praticamente nem lá vai, assim o quarto não deixa de ser útil, e nos poucos fins-de-semana que ele cá vem, dorme no sofá da sala.

-Parece-me bem.

-És o melhor pai do mundo!-guinchei, e abracei-o. Ele sorriu.

-Não quero o conjunto, prefiro levar à parte, está bem para si ?

-Sim.-respondeu a senhora.

-Então quero, a cama, uma mesa de cabeceira e a secretária.

-Com certeza, vou já registar a sua encomenda, no fim preciso que me dê a morada e um número de contacto.

-Sim.-disse o pai.

Demos uma volta à loja e eu escolho mais uma cadeira muito gira, em tons de azul .

-Ah, a secretária não pode ser antes a azul?-perguntei.

-Sim senhora.-disse a senhora que nos estava a atender.

-Perfeito, agora preciso de duas jarras, e de almofadas, tecidos coisas do género.

Escolhemos duas jarras, um tecido de parede florar para colocar por cima da secretária e dirigimo-nos à caixa.

-Então é: uma cama branca + mesa de cabeceira, uma secretária azul + cadeira, e duas jarras mais um tecido, está certo?

-Certíssimo.-disse o pai.

Demos o nome da rua, o número do pai, agradecemos a ajuda e saímos dali, estava praticamente tudo feito quando fomos à loja dos tecidos.

Entrámos e vi um rapaz de pele morena, olhoz verdes e cabelo preto, curto ao balcão, aparenta ter a minha idade.

-Boa tarde.-disse ele.

-Boa tarde.-dissemos eu e o pai em coro.

-Em que posso ser útil?- olhou para mim e sorriu.

-Nós procuramos lençóis brancos e fronha, e tecidos para almofadas, e cortinados.

-Cama de casal ou solteira?-disse ele e olhou-me nos olhos ao mesmo tempo que esboçava um sorriso.

-Solteira.-disse-lhe piscando-lhe o olho.

-Perfeito.-disse e sorriu. -Venham comigo.

Seguimo-lo e ele levou-nos até a uma pilha de lençóis. Tirou um pacote e entregou-me.

-Obrigada.-disse eu.

Demos um olho na loja e encontrámos dois tecidos para as almofadas. Dissemos as medidas e ele cortou-os à medida.

-É tudo?-disse-me olhando-me no olhos, não percebia ao certo o que aquelas trocas de olhares queriam dizer, os seus olhos pareciam não ter fim, e ter algo para dizer.

-É.-respondi.

O meu pai permanecia calado e a deixar-nos a falar, acho que fez muito bem!

-São 10,90euros. Por favor.

O meu pai entregou-lhe o dinheiro e saiu. Eu reparei num tecido memo lindo em tons de alfazema mas como o meu pai já tinha pago já não podia voltar a trás, ia a dirigir-me para a porta quando o rapaz me puxa pelo braço e pergunta:

-Hei, como é o teu nome? Não percebi.

-Talvez porque eu não o disse.-e pisquei-lhe o olho. -Sou a Emma, e tu?

-Alex. Muito prazer.-disse e sorriu.

Estremeci de alegria e saí. O destino que fizesse o resto. 

 Entrei no carro do pai (agora já é o carro e não a caravana, ao que parece, só a usa para viagens grandes).~

-Então e como pensas fazer o closet, tu é que és o arquitecto!-disse-lhe.

-Compramos 8 prateleiras para sapatos e blusas e tops, calças, coisas simples de dobrar. E corrimões para vestidos e tudo o resto. E depois compramos uma mesa com tampo de vidro para a bijutaria, um chaise-longue, e já está.

-Boa, posso ter também um lustre e as paredes vermelhas?

-Claro, devias ter pedido logo na loja do Sr.Manuel. Mas deixa, compramos tudo na loja de bricolage.

-Óptimo.-disse.

Comprámos tudo e chegámos a casa por volta das 2horas, a hora em que a avó costuma ter o almoço pronto.

Almoçámos e começámos logo a pintar.

Um dia passou, e a tinta estava seca, é de manhã, penso que são 9 horas e já estou de pé cheia de energia, a tinta estava oficialmente seca, arrumei os lençóis, pois tinha dormido no sofá-cama da sala e preparei o meu pequeno-almoço visto que a avó foi à loja comprar comida para a casa.

 Ouvi a campainha a tocar e ainda com o pijama vestido: blusa roxa com renda nas pontas, e calças azuis bebé com uma fita a fazer de cinto, atada com um laço, e claro os meu inevitáveis e super fofos chinelos, quentinhos e com um gato branco desenhado.

Tinha o cabelo preso com o totó e uma caneca na mão direita. Abri a porta:

-Bom dia é aqui a casa, da Sr.Emma?

Ri-me aquela frase fez parecer que eu era dona do mundo.

-Sim. Podem entrar, é o quarto lá em cima ao fundo do corredor à esquerda.

Eles subiram e eu fui atrás deles. Eram dois homens fortes, altos e musculados.

-Para a esquerda?-Perguntou um deles.

-Sim, sim.-apressei-me a responder.

Desviei-me para a direita, bati à porta e disse:

-Pai, acorda os senhores dos móveis já chegaram. 

-Vou já, já.

Levantou-se logo e dirigiu-se à casa de banho onde lavou a cara. Juntou-se a nós no quarto.

-Está tudo, importa-se de assinar a aqui?

Assinei e os homens saíram pela porta, a que dava para a rua de cima.

Comecei a pôr os móveis no lugar, enquanto o pai começava a montar os varões e as estantes no outro quarto.

Lembrei-me que o meu irmão no seu quarto tinha um tapete preto com pelo, fui busca-lo ao monte de coisas que retirámos do quarto e levei-o para o closet. Assim que o pai acabasse de montar tudo, pôlo-ia em frente ao espelho.

 Estava tudo a ficar perfeito.


publicado por Kate às 16:27
ADOREI!!!
está a ficar mesmo giro
ui aquela Alex...
vai haver coisa entre os dois ;)
posta depressa
- Biaa a 28 de Junho de 2011 às 22:49
*aquele
desculpa enganei-me xD
- Biaa a 28 de Junho de 2011 às 22:52

Está a ficar mesmo giro! Quero saber o que acontecerá. ;)
Maria a 30 de Junho de 2011 às 16:39
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sinopse
Na adolescência há acontecimento que podem ficar marcados para sempre. Conseguimos possuir de um milhão de sentimentos em simultâneo, tão bem como pensamentos. With no turning back retrata a história de uma adolescente: Emma, que após ser trocada pelo namorado, e de uma noite marcante na sua vida, em conjunto de um repleto disparate, Emma é obrigada a ir viver com o seu pai e avó para o Alentejo, onde vai fazer amizades que jamais irá esquecer, e principalmente onde vai conhecer o rapaz dos seus sonhos... mas logo por azar, Emma descobre algo terrível, o que pode ser tomado como um risco ou não. Mas quando o amor é muito, e principalmente ''à primeira vista'' não há nada que faça parar o coração de uma adolescente.