-with no turning back-
25
Jun 11

 

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Para ser sincera não sei o que me passou pela cabeça.

Será que foi o desespero? Será que aquela pessoa me invadiu a alma, fazendo-me cair em tal obsessão?

O que me deu na cabeça para ir para o bosque em plena noite de Agosto? Tinha apenas um top e uns calções, e estava cheia de frio e os meus dentes tremiam, de certeza que não estava bem, sentei-me no solo encostada a um tronco de uma árvore, arrepios cercavam o meu corpo. Até que adormeci, ali no meio de nada, sem ter consciência das minhas atitudes, deixei-me levar por uma lágrima, e quando dei por mim, estava a acordar, em casa.

-Ainda bem que foi só um sonho.-sussurrei.

E assim que disse isto, a minha mãe entra no quarto.

-Bom dia minha menina, temos muito que conversar! Isto não fica assim, vais ser castigada, tem de ser.

-O que é que eu fiz?

-O que é que tu fizeste? Ainda perguntas, deixa-te dessas ironias.

Não estou mesmo a perceber, há semanas que não faço nada de mal, pelo menos que tenha direito a castigo.

-Hum?.-retorqui.

-Achas que passares um noite no bosque é uma coisa normal para uma rapariga de 16 anos?

-Não estou a perceber...pensei que isso não passasse de um sonho.

-Um sonho? aha, isso querias tu, levanta-te, arranja-te e às 11 horas quero-te no Starbucks ao fim da rua.

Não respondi, ainda estava em estado de choque, não podia acreditar que tudo aquilo acontecera, que eu me deixara levar pela mágoa, não acredito que um rapaz me pudesse ter deixado naquele estado, como é que ele se atrevera? Não reparou que eu o amara de mais para o deixar partir? Porque é que não voltou para me pedir perdão? Não posso deixar que assim do nada o meu namorado me abandone sem dar qualquer tipo de justificação, afinal sou a sua namorada, certo? Deve-me explicações... será que isso quer dizer que ele não passa apenas de mais um cobarde que foge para outra escola quando as coisas não lhe convém na anterior? Então e as pessoas que se preocupam com ele e de quem ele é chagado? Não merecem uma justificação honesta para tudo o que ele faz? Não pode continuar a desaparecer assim, quando regressar acabarei tudo com ele, não suporto mais isto, estamos loucos ou quê?

 Levantei-me e dirigi-me para a casa de banho do rés do chão, onde tem a banheira maior, precisava mesmo de afundar todos os meus pensamentos, aquela banheira era a escolha mais acertada, para além de ter um ar muito mais tranquilizante. Tomei um rápido banho de imersão, deixei-me levar pelos pensamentos, enquanto ao mesmo tempo que um mau surgia, rapidamente o afundava, apliquei o shampô e o acondicionador, enxaguei-me e saí da casa de banho, já no meu quarto vesti uma blusa branca de malha, umas calças de ganga escuras e os meus vans vermelhos, sequei o cabelo e não fiz mais nada porque as 11 horas já se aproximaram, peguei no telemóvel e saí de casa. 

 Caminhava em direcção ao tal Starbucks quando recebi uma mensagem:

-Desculpa infinitamente amor, por favor compreende-me. 

-Compreender o quê Duarte? por volta das 5 horas vem ter comigo à entrada do bosque de Sintra.

-Ok.

Que lata que ele tem, depois de tudo pelo que me faz passar ainda continua a pedir desculpas, neste momento o meu ódio por ele supera o amor, não permitirei que me arruine a vida desta maneira mais, está decidido.

Continuei a caminhar, até que cheguei ao café.

A minha mãe está com uma cara muito pensativa e dá para reparar que não vem aí coisa boa. Respirei fundo e entrei.

-Olá mãe.-disse eu com um sorriso falso.

-Senta-te.-disse ela.

-Ok.

-Estive a pensar como te hei de castigar pelo que fizeste, lá por teres 16 anos isso não te dá o direito de te ires enfiar no bosque às tantas na noite como se não tivesses qualquer noção da realidade.

-Eu sei mas...

-Não Emma, não há mas, vais passar um ano com o teu pai, no Alentejo, pode ser que mudes de ideias em relação a  tudo... esta cidade está a deixar-te completamente maluca.-interrompeu-me ela.

-Desculpa, não fiz por mal, e sei que foi uma atitude completamente irracional, mas apetecia-me estar fora de casa, longe de tudo por uns momentos e estar a penas com a minha consciência.

-Então digo-te já que a tua consciência não é muito tua amiga.- e rimo-nos as duas. Não quero saber o motivo pelo qual fizeste esse disparate, não quero ouvir falar mais sobre isto, ouvis-te? Daqui a uma semana vais para o Alentejo.

-Ok... mãe já percebi onde queres chegar, a partir de hoje a minha felicidade vai desaparecer como um hambúrguer, rápido.

Fomos para casa e arranjei-me para as 5 horas. Às 4 e meia saí de casa e caminhei até ao bosque, não era assim tão longe.

Quando lá cheguei vi o Duarte sentado num banco à minha espera.

-Olá.-disse ele levantando-se.

Ia para me beijar, mas eu desviei-me.

-Duarte chega, não percebes o objectivo deste ''não-encontro'' ?

-Mas Emma...

-Não, desculpa, tu excedes-te todos os limites, de hoje em diante não te quero ver mais, não sei porque razão estás sempre a desaparecer e a aparecer, mas também acho que prefiro nem saber. Acho que é agora Duarte, adeus.

E abracei-o, fossem quais fossem os seus motivos, aquilo não é vida para mim, vou tentar esquecê-lo e continuar em frente com a minha vida, se calhar a ida para o Alentejo nem é assim tão má. 



publicado por Kate às 13:25
Gosteii :D
já quero um 2º cap !!
beijinhoos :*
Teresaa • a 25 de Junho de 2011 às 14:48
está lindoo
obrigada por teres comentado a minha fic
posta depressa :D
- Biaa a 25 de Junho de 2011 às 15:51
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sinopse
Na adolescência há acontecimento que podem ficar marcados para sempre. Conseguimos possuir de um milhão de sentimentos em simultâneo, tão bem como pensamentos. With no turning back retrata a história de uma adolescente: Emma, que após ser trocada pelo namorado, e de uma noite marcante na sua vida, em conjunto de um repleto disparate, Emma é obrigada a ir viver com o seu pai e avó para o Alentejo, onde vai fazer amizades que jamais irá esquecer, e principalmente onde vai conhecer o rapaz dos seus sonhos... mas logo por azar, Emma descobre algo terrível, o que pode ser tomado como um risco ou não. Mas quando o amor é muito, e principalmente ''à primeira vista'' não há nada que faça parar o coração de uma adolescente.